quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O suicídio de Cézanne

A maçã na mesa
observa-se a luz
projeta-se a sombra
O desejo na lama
o não reconhecer-se.
Atravessa no escuro
a sua natureza
morta, morta
a sua natureza.
A travessa na mesa,
suas mãos no pincel,
A cor limitada
é o que se pode ver
A impressão fundida
no escuro.

2 comentários:

Beat* disse...

Ótimo! Você também é uma poetiza e tanto. Gosto do ritmo das coisas que você escreve, escreva mais aliás...

Bjs do Beat

rafael andolini disse...

cor limitada tal qual a do arco íris
que sempre se pintou igual
e hj se esqueceu das cores
que carrega por ser desleal...

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